Capítulo 63
Todos subiram na grande plataforma. Um soldado de fora da plataforma acionou uma chave de comando numa bancada eletrônica e os pilares que cercavam a plataforma iniciaram o que parecia um pequeno ciclone de enco em volta dos trezentos e quatro soldados sobre a plataforma.
Entre os soldados, Carol fechou os olhos e emanou enco de seu corpo fundindo-o com o enco dos pilares que girava em volta de todos.
Usando seus poderes ela conseguiu avistar a área que o satélite havia rastreado e que Mandy havia determinado ser o melhor local para transportar o pequeno exercito. Feito isso ela acionou sua habilidade de teletransporte enviando a si própria e o restante dos soldados para o local escolhido.
Lucievere caminhava tranquila, durante seu percurso bateu em uma mulher soldado da GXT e roubou seu uniforme. Continuou caminhando em direção ao reator rainha.
Um soldado a parou no caminho avisando para que ela apertasse o passo e fosse em direção ao reator Rainha logo para montar a defesa. Por pura sorte o soldado olhou o emblema no peito do uniforme que Lucievere usava e chamou de capitã, fazendo reverência.
A criação de Face logo percebeu a oportunidade.
Luvievere: Mudança de planos soldado. Precisamos de toda ajuda necessária na divisa com a outra jurisdição.
O soldado ficou confuso, não eram as ordens que havia recebido anteriormente e também não lhe fazia sentido, mas a situação era caótica, tudo poderia realmente mudar de um minuto para outro.
Soldado: Sim senhora.
E se foi.
Ela continuou caminhando tranquilamente. Mas misteriosamente ela parou.
No instante exatamente calculado por ela, estocou sua espada para trás.
A espada pareceu se sujar de sangue do nada, mas logo um corpo se tornou visível. João, o soldado que havia acompanhado a moderadora Elba, havia tentado um ataque surpresa contra Lucievere, mas acabou sendo estocado no coração.
Não somente o golpe no peito, que já seria fatal, o enco de Lucievere era como veneno e já havia se espalhado pelo seu corpo. Ele simplesmente caiu morto.
Lucievere poderia ter seguido caminho, mas ficou parada como se meditasse.
Com a arma que estava com a soldado que ela havia roubado as roupas, Lucievere mirou para o telhado de uma casa, sem nem olhar para lá. Atirou uma bala carregada com seu próprio enco.
O tiro foi interceptado no meio do caminho com outro tiro vindo da direção oposta, também carregado de enco.
A moderadora Elba, do alto do telhado, com uma pistola havia defendido tiro com tiro. Na outra mão uma bazuca que usou logo em seguida atirando em Lucievere.
Pareceu eficaz. O Tiro acertou o alvo.
Mas Lucievere continuava viva... estranhamente viva.
A cabeça da guerreira estava queimada, o crânio ensanguentado com marcas de queimaduras estava exposto. O busto com feridas e a roupa queimada.
Por todo o corpo estendiam marcas de queimadura, mas estranhamente tudo se regenerava. Até o rosto que expunha o crânio como uma banana descascada se recompunha novamente, restaurando a beleza cruel da criatura de Mr. Face.
Elba tinha o olhar de uma predadora sobre ela, mas Lucievere jamais sustentaria posição de presa. A criatura era sedenta por morte, violenta por natureza.
Ao encarar sua caçadora, depois de estar totalmente regenerada, a terrorista carregou sua espada com seu enco venenoso pulsando a parecer fogo. Correu até a casa onde encima estava Elba. Ao chegar na parede correu por ela rumo ao telhado, como se a parede fosse chão. No telhado, já colada frente a frente com sua rival, desferiu um golpe devastador com sua lâmina.
A moderadora não teve muito tempo pra agir... aparentemente. Saltou para trás desviando-se do golpe da espada por muito pouco. Não pôde evitar o contato com o enco venenoso, sentiu seu efeito, uma leve tontura e uma pressão nos músculos do corpo.
Com o desferir do golpe, Lucievere se colocou sobre o lugar onde antes estava seu alvo, e ao pisar em algo que não teve tempo de identificar, várias armas de fogo, e que aparentemente tinham um poder destrutivo enorme, apareceram a cercando por todos os lados. Todas miradas para ela, atiraram de uma só vez.
Elba mantinha um olhar de águia sobre ela. Queria ter a certeza que o ataque havia surtido efeito.
Quando a fumaça baixou, a moderadora viu um corpo sem pele, com a carne extremamente queimada, e toda esburacada. Partes deixavam ossos à vista, até mesmo órgãos ficaram expostos. O sangue queimado e sujo de cinzas pingava junto com a carne derretida sobre o telhado, agora rachado, da casa.
O moradores da residência saíram desnorteados para fora de casa.
O corpo semimorto sobre o telhado estava se movimentando com dificuldade. Apenas um olho estava inteiro e sem pálpebras, o que o fazia olhar freneticamente para sua algoz.
Nesse instante Elba pôde perceber ao longe o tumulto há quilômetros dali, no lado da primeira jurisdição da grande cidade elite. A guerra estourava daquele lado e se alastrava pela divisa tomando parte na segunda jurisdição. Lembrou-se que sua filha poderia estar no meio de toda a confusão.
A moderadora não sabia que sua filha estava na rua, dentro da limusine de Parforte, com seu pai há alguns metros de distância lutando contra o terrorista mais procurado de Guaxuland. Mesmo assim, sabia que a guerra cercava a grande mansão Armstrong, e isso a preocupava. Sentia-se, ainda, um pouco segura. A mansão era projetada com o melhor sistema de devesa que ela já conhecera, aliás, ela própria projetara. Se a moderadora soubesse que sua pequena filha estava no momento, dentro da limusine cercada de monstruosas criaturas brancas que ameaçavam destruir a excelente blindagem do veículo, teria surtado.
Não pôde evitar se preocupar, e nesse momento de preocupação que ela foi pega de surpresa.
Uma espécie de tentáculo forte, flexível e resistente, que revestido por uma camada escamosa que parecia uma armadura de bronze, furou o telhado de baixo para cima enrolando-se em sua perna esquerda com força esmagadora de uma serpente furiosa.
Atenta para saber de onde veio, ela olhou rapidamente em volta e percebeu que algo de semelhante aspecto descia do fim da coluna do corpo destruído e quase imóvel de Lucievere, e entrava por um pedaço ruído do telhado, na região onde sua oponente havia sido atingida pela trovoada de tiros anteriormente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário