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domingo, 8 de janeiro de 2012

Guaxuland

Capítulo 62

O grande conselheiro supremo de Guaxuland, o responsável por regular a justiça no país, Lukas, estava em seu recinto, de braços cruzados, meditando. Lá fora uma guerra acontecia. O que seria? A desordem era uma coisa que o incomodava.
Antes de ser conselheiro e juiz, ele era um soldado. Mais que isso, Lukas já foi um moderador do grande país. Usando a capacidade de sentir o enco à distância, ele percebia que a guerra era feia lá fora.
Alto, grande, forte, com expressão muito séria, tinha um amor fervoroso pela justiça. Ao sair para a rua, com toda sua postura intimidante, o conselheiro se depara com milhares de humanoides branquelos e monstruosos se espalhando pela grande cidade elite.
Os Dians estavam cobrindo toda a paisagem. Espalhados pelas ruas, avenidas e praças, escalados em prédios, casas e árvores. Lembravam uma correição de formigas. Eles rendiam os civis, mas não os feriam. Em compensação, eles atacavam sem piedade qualquer soldado da GXT, ou manipulador de enco que passasse por perto, assim como qualquer pessoa que indicasse perigo. Civis armados eram trucidados.
Assim que Lukas colocou os pés para fora, centenas de Dias viraram o olhar para ele. A quantidade enorme de enco que ele possuía instigava o ataque deles.
Uma maratona assombrosa de humanoides monstruosos veio em direção ao conselheiro.
Antes que um sequer se aproximasse dele, vários assovios agudos, foram ouvidos por toda a extensão onde se encontravam os Dians à vista dele.
Noutro instante pôde-se ver todos se partindo ao meio.
Lukas usava enco para manipular o ar, podendo criar lâminas de vento ao movimentar sua katana longa.
Um segundo antes dos assovios e dos Dians partirem ao meio, a katana dele estava presa à cintura, no seguinte estava empunhada levemente em sua mão.

Lukas observou enquanto os pedaços cortados dos Dians se transformavam em únicos e inteiros Dians novos.

Lukas: Habilidade incrível...

Uma onda maior ainda deles se levantou para atacar o conselheiro novamente, mas foram golpeados por trombas de ar que os lançaram para longe. Nenhum deles conseguia se aproximar do senhor das leis.
Lukas sentiu a energia de uma batalha de maiores proporções, não muito longe de onde estava. Reconheceu os encos de Marku, Parforte e Mr. Face, uma vez que já o conhecia.
Sem dúvidas Mr. Face era uma pessoa influente antes de se tornar um terrorista. Conhecia as pessoas mais importantes de todo o país. Lukas não era uma exceção.

O conselheiro resolveu ir em direção aos encos que sentia, e no seu caminho libertava os civis que estavam sendo rendidos pelas criaturas e os aconselhando a fugirem para abrigos fechados e que não levantassem armas contra os monstros.
Assim seguiu seu trajeto.


Sexta jurisdição:
A moderadora Ero Carol caminhava em direção à um enorme palco iluminado. Uma plataforma circular rodeada de pilares que emanavam enco de um para o outro.
Nessa plataforma três centenas de soldados armados até os dentes estavam em posição de sentido.
Ao lado de Carol estavam, como sempre, seu marido, Bakura, e seu subchefe de jurisdição, Plez.
A moderadora estava séria, não gostava da ideia de que Guaxuland estava tão vulnerável assim a ataques. Nem mesmo a grande cidade elite, que é formada por duas cidades bases de duas jurisdições diferentes, foi poupada. Agora estava sob ataque, e forte.
Carol era responsável pelas equipes de reforços do estado. Sempre que algum moderador precisasse de ajuda, ela tinha o poder e a tecnologia necessária para levar certo número de soldados para reforços. Em casos de guerra acaba sendo a extratégia perfeita, pois seus soldados, especialistas nas forças aéreas, são os melhores pilotos de máquinas voadoras de todo o país. Assim sempre carregam naves compactadas em estojos e os acionam quando chegam ao lugar do combate.
No caso não havia necessidade de um ataque aéreo, na verdade seria até imprudente. O inimigo estava no chão, eram necessários combatentes de solo. Por sorte a sexta jurisdição também teve que se especializar em soldados de artilharia, uma vez que não poderiam depender apenas de defesas aéreas.

A moderadora chegou frente à plataforma, onde uma outra mulher, de cabelo claro na altura dos ombros e olhos brilhantes, estava com uma lista nas mãos.

Carol: Tudo pronto para darmos reforços à cidade elite, Mandy?
Mandy (a mulher com a lista nas mãos): Tudo pronto, senhora!
Bakura: Reforços à cidade elite... isso é irônico.
Plez: Não seremos de ajuda alguma lá! Se os elites não estão conseguindo enfrentar Face e suas criações, o que nossos soldados vão poder fazer.
Carol: Não podemos negar ajuda.
Bakura: Vamos sacrificar a vida desses soldados numa batalha vã?
Carol: Bakura, nossos soldados podem não ter o titulo de soldados de elite, podem não ser os melhroes dominadores de enco, e a maioria nem domina... mas nós os armamos com as melhores armas, da melhor tecnologia, do melhor poder de fogo que temos em nossa jurisdição. E mais que isso, sei que eles sabem usar muito bem essas armas. Onde os famosos soldados de elite estão falhando, nossos soldados classe A e B têm chances muito grandes de não falharem. São bem treinados em estratégia, garanto que saberão agir em combate com quaisquer monstruosidades que Mr. Face tenha criado.

Virou-se para Mandy novamente.

Carol: Algum relatório da cidade elite?
Mandy: A parte pertencente à primeira jurisdição está completamente dominada por criaturas brancas que se multiplicam a todo instante. Estão se espalhando como um vírus pela cidade elite.
Carol: Ainda bem que nos preparamos depois do ataque à terceira jurisdição. Se não tivéssemos o feito teríamos de ir novamente só nós três. (olhou para Bakura e Plez, esse ultimo engoliu em seco)
Mandy: Já calculei para onde deveremos ser transportados. É uma área vazia da parte da segunda jurisdição. Não existem pessoas lá. Um campo grande e limpo cercado por árvores fechadas em volta. Teremos tempo para montar nossa formação e no infiltrar da maneira que for melhor para a estratégia.
Carol: Certo, não temos tempo a perder! TODOS EM SUAS POSIÇÕES, AGORA!!! Você vem também Mandy...
Mandy, espantada: O que?! Eu?!
Carol: Claro! Você também é um soldado elite. Vai ser de grande valia nos reforços.
Mandy: Mas há tanto tempo que não luto...
Carol: É como andar de bicicleta!

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