Capítulo 58
Face: Bem, ela é boa em manipular chicotes à longas distâncias. Bem armas maleáveis podem ser bem interessantes quando causam danos maiores que apenas uma chibatada...
Logo o enorme machado de Lexita se desdobrou em uma longa corrente com a lâmina larga do machado em sua extremidade. O enco dela misturado ao de mr. Face dominou toda a extensão da arma, que passou a dançar com as esquivas de Parforte. Este, por sua vez, parecia não se cansar, nem mesmo mostrar dificuldades para esquivar-se dos ataques. Parforte tinha o olhar apreensivo e analítico sobre o controle de Mr. Face sobre Lexita. Ele manteve uma expressão séria enquanto fazia isso.
Os ataques de Lexita eram extremamente violentos, e cada vez mais a expressão da defunta parecia mais fantasmagórica.
Ao olhar para o lado ele percebeu que Mr. Face estava apanhando feio do moderador Marku. Ele pareceu se espantar ao ver isso, mas sorriu logo em seguida e parou de se esquivar dos golpes de Lexita
Eis que, quando Parforte seria fatalmente golpeado, por não se esquivar, ele apenas fechou os olhos e se concentrou.
A lâmina de machado presa à corrente de Lexita o atravessou sem feri-lo.
Parforte: Uma ilusão perfeita... Marku, pare de golpear o Face agora mesmo!
Marku obedeceu imediatamente à ordem do moderador dono.
Parorte: Olhe bem, esse não é o Face!
Ambos moderadores puderam ver que aquele corpo era o de Lexita, sem nenhuma modificação. Ela estava bastante ferida, mas não estava morta ainda. A lâmina de Face não havia acertado um ponto vital, mas os golpes do moderador Marku haviam afetado bastante a situação de Lexita.
Face: Haha!!! Achei que nunca fosse perceber... o que foi que me denunciou?
Face se revelou sentado numa janela do segundo andar de um dos prédios próximos.
Parforte: Você disse que faria o possível para nos segurar, então não estava tentando nos matar, quer tempo para concluir algum plano. Se queria realmente nos segurar, não poderia gastar muito enco. O primeiro ponto foi que quando defendi o golpe de machado com o braço, por mais que você tenha concentrado enco naquela ilusão para criar um impacto físico, eu não senti a lâmina afiada, apenas um impacto. Uma tentativa de fazer parecer real aquela ilusão. Depois, as habilidades que aparentemente estavam sendo usadas pelo corpo de Lexita contra mim pareciam ser um exagero em utilização de enco. Talvez quisesse me fazer temer ser atingido pela força dos golpes para não ter outro contato físico com a ilusão, o que me faria a perceber mais facilmente. Mas o que me fez ter certeza foi ver seu possível corpo recebendo sérios danos dos golpes de Marku e não perder o controle sobre seu avatar que lutava contra mim. Rapidamente me lembrei do momento em que Marku foi controlado por você, ele foi pego na ilusão aquele momento, mas talvez eu tenha sido pego antes, pois estava relaxado, confiante que ele te derrotaria.
Face: Verdade... eu já havia pego vocês dois em minha ilusão pouco depois de golpear Lexita com minha espada. Marku deu socos no ar por um bom tempo e até você acreditou nisso. Mexer com mentes confiantes e mentes perturbadas é fácil... Muahahahaha!!!
Face olhava para Lexita, que agora havia caído ao chão extremamente ferida, sua expressão pareceu de pena.
Face: Ela está bem ferida... se vocês querem me pegar, tudo bem, mas deixem que eu cuide dela antes. Logo ela vai estar morta se ninguém fizer nada por ela.
Parforte e Marku se olharam desconfiados.
Face: Oras... se eu quiser matá-la posso fazer isso daqui mesmo, estou manipulando o corpo dela. Mas para curá-la preciso estar mais próximo para injetar enco de maneira curativa mais eficientemente.
Parforte: Vá em frente...
Face saltou da janela de onde estava sentado. Caminhou lentamente, passando ao lado de Marku que já havia desativado o estado alcóolico. Se agachou ao lado de Lexita e pôs-se a curá-la.
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