Menu Principal

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Guaxuland

Capítulo 51

Alguns minutos depois:

Parforte em seu grande carro luxuoso olhava as pessoas nas ruas vivendo suas vidas normais.
Sua pequena filha brincava com uma boneca normal e outra monstruosa. Ela demonstrava um terrível desprezo pela boneca normal.
Os dois congelaram suas expressões espantosamente. Izzy olhou para seu pai. Parforte continuou sério.

Parforte: Mr. Face!!!

Ele havia sentido a presença forte do terrorista na cidade.
Logo seu telefone tocou.

Parforte: Eu sei. Eu sei. (olhou para Izzy, estava a decidir se iria ao encontro de Face, por um instante pensou que o mais seguro seria ela ficar longe de tudo isso) Eu irei aí. Não façam nenhuma estupidez. Esse homem é a pessoa mais perigosa de Guaxuland no momento. Ordene que os soldados apenas evacuem a área, não deixe nenhum tentar confrontá-lo. Eu darei a ordem para que os elite tomem suas posições. (Ao dizer isso apertou um botão em um bracelete, no mesmo instante, vários outros braceletes brilharam dentro da grande cidade. Todos os soldados Elite foram acionados.)

Izzy: Pa-pai?

Quando Parforte desligou o telefone percebeu que Face estava na rua logo à sua frente. Ele esmagou o telefone nas mãos.

Parforte: Face!

Do lado de fora do carro, no meio da rua, Face abriu os braços sorridente.

Mr. Face: EU MESMO!!! MUHAHAHAHAHAH!!!
Parforte desceu do carro. O grande moderador dono e o terrorista mais procurado de Guaxuland estavam frente a frente.


Em um laboratório, na mesma cidade:

A moderadora Elba havia iniciado as autópsias nos corpos das duas criações de Face (Bloon e Lucievere). No momento ela estava observando o interior do tórax de Bloon. Parecia admirada.
NADA! Nada além de órgão idênticos aos dos humanos. Nenhuma reação diferente de enco como nos corpos de soldados dominantes deste, nenhuma anomalia mutante, nada! Por que Mr. Face insistia em dizer que eram seres perfeitos?
Elba olhou, então, para um cilindro com um feto dentro. Por um instante o feto se mexeu.
“Esse parece estar se regenerando...”, pensou ela.
Aquele feto, antes, era um dos únicos pedaços grandes que sobrara de Veritas depois que a moderadora Carol havia o dizimado em minúsculos pedaços. Esse quando foi colhido era do tamanho de uma azeitona, agora era do tamanho de um punho fechado e tinha formato fetal. Era incrível como continuara vivo depois de tudo, e além disso, dentro de um cilindro com água.
“Mas por qual motivo os outros corpos, justo os mais inteiros não demonstram sinais de vida?”, Elba estava curiosa.
Ela estava num lado da sala, ao lado de Bloon, do outro lado da sala estava Lucievere, noutra maca. Foi quando Elba ouviu a voz de Lucievere.

Lucievere: Sim, pai...

Elba virou-se rapidamente. Ansiosa, caminhou, lentamente, até a maca de Lucievere. Ela respirava, estava viva!
Elba ficou entusiasmada, e assustou-se quando percebeu um movimento do outro lado da sala. Quando voltou-se para trás viu Bloon parada de forma animalesca encima da maca. Sua grande abertura no tórax, que expunha os órgãos, fechava-se sutilmente rápida.
Elba sorriu assutada.
Logo braços extras nasceram das costelas da criação de Face. Um par de olhos negro-esfumaçados abriu-se em seu rosto.
A moderadora não tirava os olhos da criatura, que agora parecia ficar envolta de uma leve nuvem de fumaça negra.
Talvez por não tirar os olhos da criatura que Elba não viu Lucievere sentar-se na maca atrás dela. Isso era o que parecia, mas sem nem olhar para trás, Elba movimentou com graça sua mão esquerda, que faiscava em cores verdes, até o rosto de Lucievere, sem nem mesmo olhar para o movimento que fazia.
Com uma força sutil, a moderadora deitou Lucievere na maca novamente, desta vez sem cabeça apenas os restos espalhados dela. A criação de Mr. Face fora decapitada com uma aparentemente leve explosão silenciosa de Elba.
A outra criatura, Bloon, avançou furiosa na direção dela. Agora Bloon era apenas, mas não pouca coisa, uma nuvem de fumaça negra e densa na direção da moderadora.
Ouviu-se ruídos metálicos de dentro da nuvem densa.
Elba sacou uma pistola e atirou.
Os tiros que não foram parados por algo metálico passaram direto pela nuvem de fumaça, acertando a parede do outro lado da sala.
Elba percebeu o nível de enco crescente dos dois corpos dentro da sala. Em questão de segundos mirou a porta para sair da sala, porém o corpo decapitado de Lucievere segurou seu braço. Rapidamente Elba usou seu braço oposto, carregando-o com enco, num movimento de corte para arrancar o braço de Luvievere que a segurava, tentando, assim, soltar-se a tempo de abandonar a sala antes que Bloon a alcança-se.
Tudo muito rápido, mas nem tanto. Bloon estava ao seu lado.
De dentro da fumaça densa um rosto pálido com olhos negros apareceu ao lado do rosto da moderadora, com um sorriso alegre.

Bloon: Eu que vou abrir seu tórax agora!

Nenhum comentário: