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segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Diário de John Winchester parte 3

30 de novembro de 1983


São 4 horas da manhã e não consigo dormir.
Me levanto ao menor ruído agora, mesmo que não haja qualquer ruído. É como se meus sentidos estivessem no máximo e não posso desligá-los, é como aquelas vezes em que você se lembra de um sonho e depois de uns dois dias não tem certeza se o que aconteceu foi um sonho ou realidade.
Continuo relembrando passo por passo daquela noite na minha cabeça. Por quê não fui vê-los mais rápido?

Sinto tanto Mary, sinto muito que isso tenha acontecido.
Algum dia você poderá me perdoar?
O que posso fazer para me libertar dessa dor?

4 de dezembro de 1983

Esta noite eu estava sentado com Sam e Dean no quarto deles, no escuro, quando escutei umas vozes...
Mike disse que era o vento, e está certo, mais do que certo, massoa mais como sussurros, como se alguém sussurrasse um nome, muito baixinho, só com um fôlego, uma vez, mais outra... como se algo saísse da escuridão, e estivesse nos
vigiando...
Fiquei acordado a noite toda, cuidando dos meninos, protegê-los, estou ficando maluco?

Não os deixo sair das minhas vistas desde o incêndio.

Dean ainda não fala muito, tento fazer com que fale alguma coisa, ou ao menos que
jogue um pouco de beisebol comigo. Qualquer coisa para faze-lo sentir-se um menino
novamente.

Ele nunca se separa de mim, está sempre ao meu lado, ou ao lado do seu irmão. Todas as manhãs quando acordo, Dean está dentro do berço, com seus braços em
volta de Sam, como se tivesse que protege-lo do que está lá fora.

Sammy por outro lado, chora muito pedindo por sua mãe. Eu não sei como faze-lo
parar, e parte de mim não quer que se pare, me corta o coração pensar que ele não vai me lembrar de como era, e eu não posso deixar que sua memória se apague na escuridão da noite.

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